domingo, 4 de abril de 2010

Sexy de abril

Antes tarde do que nunca bora comentar a Sexy de abril? Cássio já fez comentários sobre o ensaio de capa aqui, então vou pular o atrativo principal da revista, mas digo que gostei bastante do resultado, méritos da Dieine e do fotógrafo Daniel Aratangy por produzirem fotos como essa abaixo.

Sem palavras!

O primeiro dos ensaios secundários traz a mineirinha Márcia Gonçalves clicada por Pedro Nossol. Gostei muito do trabalho, simples e bem feito. Adoro o abre e as fotos do bidê e do chuveiro são sensacionais. O único porém vai para a ausência de fotos da intimidade da moça, se é que me entendem. Sexy miguelada é osso. Minha conterrânea Marcinha (posso chamar assim né?) é uma tremenda gata, tem um corpaço e fotografou bem. Pena que era musa do Atlético e não do meu Cruzeiro. Questões futebolísticas a parte, esse é o tipo de ensaio secundário que quero na Sexy.

Jeito certo

Já o ensaio da paranaense Bia Grochoski não me agradou. E olha que mostra tudo. Tudo mesmo! No entanto, só isso não basta. O problema do ensaio é que ele é idêntico a todos os outros feitos por Glauco Filellini. Nunca muda e essa repetição, ao menos para mim, é extremamente cansativa.

Jeito errado



A entrevista com Milton Gonçalves foca bastante na política e na questão racial. Gosto do ator e achei legal o papo, embora eu saiba que muitas vezes os leitores prefiram algo mais leve, bem longe de política e similares. De quebra uma foto interessante de Marcelo Correa.

Papo cabeça

Há uma bela reportagem, com lindas fotos, de Caio Vilela sobre um caminho alternativo para se chegar em Machu Picchu, através da trilha inca de Salkantay. Para quem gosta desse tipo de matéria é um prato cheio. Como tenho interesse na região, curti muito. Outra matéria interessante é a "Caranga chocante". Normalmente nem leio reportagens sobre carros e afins, mas essa é diferente, pois é um apanhando sobre o que já existe de veículos elétricos. Em tempo de aquecimento global é sempre interessante saber.


No entanto a melhor matéria da edição é "O Cheiro do Falo" de Luiz Filho com ótimas ilustrações do sempre bom Adão Iturrusgarai. Tratando do assunto perfumes com feromônios, tinha tudo para dar errado, mas acontece justamente o contrário. Ao mesmo tempo que informa e trata o assunto seriamente, há momentos divertidíssimos, não só nas ilustrações, como no próprio texto, debochado em certas partes. Esse é o tipo de matéria que a Sexy sabe fazer. Impagável o quadro no final sob o título de "Feromônio à venda". Garantia de boas risadas (e informação também).

Imperdível
Nesta edição temos um ensaio de moda. Não sou a melhor pessoa para comentar, pois não gosto de moda, não gosto de ensaios assim e acho o ápice do consumismo fútil o precinho das peças, mas como tem gente que aprecia é válido ter. Pessoalmente eu trocaria essas 9 páginas por mais espaço para os leitores, mais espaço para seção de cinema, música, livros, etc. Para não falar que não gostei de nada, achei legal as fotos feitas por Fábio Mangabeira.

Dispenso, mas...
Fechando a revista a seção boteco traz algumas cervejas artesanais, produzidas no Brasil. Nunca fui um bebedor de cerveja, pois achava (e ainda acho) muito ruim as cervejas que a AmBev (atual InBev) joga no nosso mercado. Mas recentemente comecei a conhecer/beber cervejas mais elaboradas ou refinadas, e caras. Ainda bem que bebo pouco. Toda essa história para falar que, por causa disso, eu curti a matéria. Deu até vontade de tomar algumas ali.

Escolha a sua

Destaco ainda o Sexyonário. Impagável a resposta para o leitor que quer aprender a diferencia mulher de travesti. Vale ressaltar também a seção de piadas, que substitui bem o quadrinho chato do Mundo Canibal. As seções "Fala que eu te escuto" e "Abre Aspas" ficam devendo pelo curto espaço que dispõem.
No geral, uma boa edição.
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